Início / Doenças / Pedras Salivares

Pedras Salivares

banneradsense2

pedras salivaresSIALOLITÍASE (CÁLCULO SALIVAR ou PEDRAS SALIVARES)

Os sialólitos são estruturas calcificadas que se desenvolvem  dentro do sistema ductal salivar. Os pesquisadores  acreditam que eles surgem através da deposição de sais de  cálcio ao redor de um ninho de debris na luz do ducto. Os debris podem incluir um muco espesso, bactéria, células do epitélio do ducto ou corpos estranhos. A causa dos sialólitos é incerta, mas sua formação pode ser provocada pela sialadenite crônica e pela obstrução parcial.

Obs: Seu desenvolvimento não está relacionado a nenhum transtorno sistêmico  do cálcio ou do metabolismo do fósforo.

 

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS  E RADIOGRÁFICAS

1- O sialólito se desenvolve dentro do sistema ductal da glândula submandibular (na maioria das vezes);
2- A formação das pedras dentro do sistema da glândula parótida é caracteristicamente menos frequente.
3- O longo, tortuoso e ascendente ducto da glândula submandibular (Wharton), bem como a sua secreção mucóide e espessa, podem ser responsáveis pela maior tendência de formação de cálculo salivar.
4- Podem se formar, também, dentro das glândulas salivares menores, mais comumente nas glândulas do lábio superior e da mucosa jugal.
5- Os cálculos salivares podem ocorrer em qualquer faixa etária, porém, ocorrem mais comumente em adultos jovens e de meia-idade.
6- A sialolitíase das glândulas salivares maiores com muita frequência causa episódios de dor ou aumento de volume na glândula afetada, particularmente durante as refeições.
7- A gravidade dos sintomas é variada, dependendo do grau de obstrução e da quantidade de pressão negativa resultante produzida dentro da glândula.
8 – Se o cálculo estiver localizado próximo à porção terminal do ducto, um aumento de volume duro pode ser palpado logo abaixo da mucosa.

radiografia pedras salivares

Ao exame radiográfico, a sialolitíase tipicamente se apresenta como uma massa radiopaca. Entretanto, nem todos os sialólitos são visíveis em radiografias convencionais (provavelmente devido ao grau de calcificação de algumas lesões). Tais lesões podem ser descobertas em qualquer localização ao longo do ducto ou dentro da própria glândula. As pedras na porção terminal do ducto submandibular são mais bem demonstradas com radiografias oclusais. Nas radiografias panorâmicas ou periapicais, a calcificação pode aparecer superposta à mandíbula, e deve-se tomar muito cuidado para não confundi-las com lesões intraósseas. Múltiplas pedras na parótida podem mimetizar radiograficamente linfonodos parotídeos calcificados, como os observados na tuberculose. A sialografia, a ultrassonografia e a tomografia computadorizada podem ser úteis no estudo imaginológico da sialolitíase.

A sialolitíase das glândulas salivares menores geralmente é assintomática, mas pode produzir aumento de volume local ou dor na glândula afetada. Pequena radiopacidade geralmente pode ser demonstrada através de uma radiografia bem contrastada para tecido mole.

CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS

Na análise macroscópica, o sialolito se apresenta como duros aumentos de volume de formato arredondado, oval ou cilíndrico. Tipicamente, apresentam coloração amarelada, embora possam ser brancos ou marrons-amarelados. Os sialolitos submandibulares tendem a ser maiores quando comparados aos da glândula parótida ou das glândulas menores. Os sialolitos usualmente são solitários, embora ocasionalmente duas ou mais pedras possam ser descobertas durante a cirurgia.

Microscopicamente, os aumentos de volume calcificados exibem laminações concêntricas que podem circundar um ninho amorfo de debris. Caso o ducto associado também seja removido, geralmente ele irá exibir metaplasia escamosa, oncocítica ou mucosa. Também é evidente a inflamação periductal. A obstrução ductal está frequentemente associada a uma sialadenite aguda ou crônica da glândula associada.

histopatologia pedras salivares

TRATAMENTO E PROGNÓSTICO

Os sialólitos pequenos das glândulas maiores podem, algumas vezes ser tratados de forma conservadora com massagens na glândula e esforço para expelir a pedra através do orifício do ducto. Os sialogogos (drogas que estimulam o fluxo salivar), a aplicação local de calor e o aumento da ingestão de líquidos também podem promover a saída da pedra. Os sialólitos grandes usualmente necessitam de remoção cirúrgica. Caso ocorra um dano inflamatório significativo dentro da glândula, esta também deverá ser removida.

Os sialólitos das glândulas salivares menores são mais bem tratados por excisão cirúrgica, incluindo a glândula associada. A litotripsia de ondas de choque (extracorpórea ou intracorpórea), a endoscopia da glândula salivar e a remoção guiada radiograficamente são técnicas novas que têm se mostrado efetivas na remoção dos sialólitos das glândulas salivares maiores. Estas técnicas são minimamente invasivas, têm baixa morbidade e podem impedir a necessidade da remoção da glândula.

Fonte de Pesquisa: NEVILLE

COMPARTILHE ESTE ARTIGO:

Comente Aqui!

Comentário(s)

Veja Também!

IMG_7508

“Gengiva dentro do dente” – Pulpite Crônica Hiperplásica ( Pólipo Pulpar)

“Gengiva dentro do dente”, “Gengiva crescendo dentro do dente” ou “Tem uma carne dentro do ...