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Xerostomia – Boca seca

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A Xerostomia é a sensação de boca seca e está frequentemente associada à deficiência ou hipofunção da glândula salivar.

CAUSAS DA XEROSTOMIA

  • Desenvolvimento imperfeito da glândula salivar;
  • Perda de água e Metabólitos: Deficiência na ingestão de líquidos, Hemorragia, Vômito/diarréia;
  • Origem Iatrogênica: Medicações, radioterapia da região de cabeça e pescoço; quimioterapia.
  • Doenças Sistêmicas: Síndrome de Sjögren, Diabetes melito, Diabetes insípido, Sarcoidose, infecção por HIV, Infecção pelo vírus da Hepatite C, Desordens psicogênicas.
  • Fatores Locais: Mastigação diminuída, Tabagismo, Respiração bucal.

Xerostomia na velhice

A xerostomia é um problema comum em idosos, ma a redução da função salivar durante a velhice não é tão significante quanto pensávamos, mas sim moderada. A xerostomia em idosos é causada não por conta da idade, mas por outros fatores, especialmente medicações.  Atualmente sabemos que mais de 500 medicamentos podem causar a xerostomia como efeito colateral, inclusive 60% das drogas mais prescritas.

Drogas mais comuns associadas à Xerostomia

  • Anti-histamínicos: Difenidramina, Clorfeniramina;
  • Descongestionantes: Pseudoefedrina;
  • Antidepressivos: Amitriptilina; Citalopram, Fluoxetina, Paroxetina, Sertralina, Bupropion.
  • Antipsicóticos: Derivados da fenotiazina, Haloperidol;
  • Agentes Ansiolíticos e sedativos: Diazepam, Lorazepam, Alprazolam.
  • Anti-Hipertensivos: Reserpina, Metildopa, Clorotiazida, Furosemida, Metoprolol, , Bloqueadores de canais de cálcio.

OBS: Essas drogas além de produzirem boca seca sua prevalência aumenta em relação ao número total de medicamentos que o indivíduo usa, independente de ser uma medicação individual xerogênica ou não.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

  • Redução da secreção salivar;
  • Saliva residual apresenta-se espumosa ou espessa, formando fios de saliva na boca;
  • Mucosa oral parece seca;
  • Dorso da língua fissurado e com atrofia das papilas filiformes;
  • Paciente possui dificuldade em para mastigar e deglutir;
  • Paciente pode relatar que alimentos aderem à mucosa oral durante a alimentação.
  • Esses pacientes são mais susceptíveis às cáries dentárias, especialmente as cervicais e as de raiz.

OBS: Pacientes com queixa de boca seca podem se apresentar com fluxo salivar normal e pacientes que não se queixam de boca seca podem não apresentar um fluxo salivar normal. Ou seja, os achados clínicos nem sempre correspondem aos sintomas do paciente.


TRATAMENTO E PROGNÓSTICO

  • O tratamento da Xerostomia não é fácil, na verdade é bem complicado e geralmente não é satisfatório.
  • Salivas artificiais podem ajudar o paciente a ter mais conforto;
  • Goles de água ao longo do dia podem ajudar;
  • Mastigar balas sem açúcar podem estimular o fluxo salivar;
  • Uso de produtos de higiene oral contendo lactoperoxidase, lisozima e lactoferina (ex: Creme dental e Enxaguante bucal da Biotène e Oralbalance gel);
  • Suspensão, substituição ou diminuição da dose da medicação utilizada pelo paciente em consulta com o médico do paciente podem ser consideradas;
  • A Pilocarpina sistêmica é um antagonista parassimpaticomimético que pode ser usado em doses de 5 a 10 mg, três a quatro vezes por dia, sendo eficaz na promoção de secreção salivar. (Contudo o excesso de sudorese, o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial são efeitos colaterais);
  • Pacientes com xerostomia necessitam de aplicação tópica de flúor tanto no consultório quanto em casa devido ao elevado potencial de cáries dentárias.

Fonte de Pesquisa: Patologia Oral e Maxilofacial – Neville.

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