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“Gengiva dentro do dente” – Pulpite Crônica Hiperplásica ( Pólipo Pulpar)

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“Gengiva dentro do dente”, “Gengiva crescendo dentro do dente” ou “Tem uma carne dentro do meu dente”, é assim que muitas pessoas normalmente descrevem o chamado pólipo pulpar.

 

CAUSAS

Esta condição pode ocorrer em crianças e adultos jovens que apresentam grande exposição da polpa devido a uma extensa destruição da coroa dentária devido a fraturas ou cárie, nas quais muitas vezes toda a dentina do teto da câmera pulpar está ausente.

Obs: Os dentes mais envolvidos são os molares decíduos ou permanentes, que possuem câmeras pulpares amplas nesta faixa etária.

A irritação mecânica e a invasão bacteriana resultam em um grau de inflamação crônico, que produz um tecido de granulação hiperplásico (proliferação e aumento do volume do tecido), o qual extrui da câmera pulpar e, muitas vezes, preenche o defeito dentinário associado.

“Isso acontece por causa de uma proliferação acentuada de células da polpa, que geralmente não tem espaço para inchar dentro de um dente fechado. O dente aberto, muito destruído, permite que a polpa inflame para fora dele.” Dicas OdontoIMG_7508

SINTOMAS

Normalmente os pólipos pulpares não causam sintomas de dor no dente, porque a polpa já passou por um processo de necrose, deixando esses dentes desvitalizados. Mas em muitos casos o contato do dente antagonista com o pólipo pode causar sangramentos e inflamações que consequentemente geram dor.

PÓLIPO PULPAR X PÓLIPO GENGIVAL

Pólipo gengival, não é um pólipo verdadeiro, mas uma invaginação da gengiva onde ela “cresce” através da região de furca (entre raízes) ou lateralmente preenchendo o interior da cavidade dentária.

Visualmente é difícil diferenciar os dois tipos de pólipo. Uma dica para ajudar os dentistas na sua identificação e diferenciação é a aplicação de anestesia na gengiva, se o pólipo ficar esbranquiçado devido a isquemia é porque ele é gengival. Mas se não isquemiar, ele é pulpar.

Outra maneira para diferenciá-los é através de uma radiografia, verificando se há comunicação do interior do dente com a gengiva

TRATAMENTO

As pulpites crônicas hiperplásicas são tratadas dependendo do tamanho da destruição da coroa dentária, se essa for muito extensa então a extração do dente poderá ser indicada, mas se essa destruição coronária for menor, podemos optar pelo tratamento endodôntico (remoção cirúrgica do pólipo pulpar, tratamento de canal e reconstrução coronária).

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Fontes de Pesquisa: Neville – Patologia Oral e Maxilfacial, Endo-eBlog Dicas Odonto e  Blog Medo de Dentista.

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Sobre Daniel Moreira Bulhões

Graduando em Odontologia pela Universidade Federal de Alagoas- UFAL. Ex-bolsista do Programa Ciências Sem Fronteiras (Brazil Scientific Mobility Program) na University of Kentucky nos Estados Unidos. Presidente e fundador da Liga Acadêmica de Prótese Dentária da UFAL, técnico em Prótese Dentária pelo SENAC-AL, monitor de Prótese Clínica da UFAL e monitor do Projeto Trauma Dental. Foi professor voluntário de Saúde Bucal dos cursos de extensão da Faculdade FACIMA para a Terceira Idade, estagiário do Ministério da Saúde no PET-Saúde, membro da comissão de tecnologia da informação e comunicação do CRO/AL e Presidente do Centro Acadêmico de Odontologia CAO-UFAL. Se aperfeiçoou em Cirurgia buco dentária e atualmente está se aperfeiçoando em "Odontologia Estética" (Dentística) e em Endodontia pelo Instituto Odontológico do Nordeste - IDENT. Venceu três prêmios como melhor Blog de Saúde, Cultura e Educação. É autor-responsável pelo Blog Profissão Dentista, Digital Influencer e Webmaster com experiência em Mídias Sociais e Marketing Digital na Odontologia.

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